Em novo ataque, Bolsonaro liga Barroso à defesa de “bandeira” que “beira a pedofilia”

Em Porto Alegre, Bolsonaro subiu o tom contra Luis Roberto Barroso e disse que o ministro defende ainda o aborto e a liberação das drogas. "Com essas bandeiras todas ele não tinha que estar no Supremo, tinha que estar no parlamento"

Em novo ataque neste sábado (10), Jair Bolsonaro (Sem partido) subiu ainda mais o tom contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que preside atualmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em discurso a apoiadores após motociata em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Bolsonaro listou o que ele classifica como “bandeiras” de Barroso, entre elas uma lei que “beira a pedofilia”.

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“Quero perguntar ao ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal… ministro esse que defende a redução da maioridade para estupro de vulnerável. Ou seja, beira a pedofilia o que ele defende. Ministro que defende o aborto, a liberação das drogas. Com essas bandeiras todas ele não tinha que estar no Supremo, tinha que estar no parlamento”, afirmou.

Antes, Bolsonaro voltou a fazer a defesa do voto impresso ao comentar a pesquisa DataFolha, que mostra o ex-presidente Lula na liderança da disputa eleitoral de 2022.

“Aquele de nove dedos tem 60%, segundo o DataFolha, vamos fazer o voto impresso e auditável da deputada Bia Kicis, que está aqui, para ver se ele ganha realmente no primeiro turno”, disse Bolsonaro.

Ao focar no eterno discurso da “roubalheira” – destacando os Correios, que está sendo privatizado por seu governo -, Bolsonaro voltou a atacar Barroso.

“O que o Barroso quer, o ministro do STF, é a volta da roubalheira, a volta da impunidade através da fraude eleitoral”, afirmou. “Não adianta querer me ameaçar, porque ele não tem moral para mover um processo contra um batedor de carteira, esse ministro.”

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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