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22 de junho de 2020, 11h08

Em Power Point, governo culpa funcionalismo público por “pobreza” e diz que privatização vai reduzir ‘toma lá, dá cá’

Documento, intitulado "a reconstrução do Estado", foi produzido pela secretaria de "desestatização", comandada pelo bilionário Salim Mattar, e traça um plano de privatização e desmonte do Estado no período pós-coronavírus

Bolsonaro e Salim Mattar (Reprodução)

Uma apresentação de Power Point feita pela secretaria de privatização, comandada pelo bilionário Salim Mattar, disponibilizado no site do Ministério da Economia no sábado (20) faz um cálculo para culpar o “custo do funcionalismo” e a “má alocação de recursos” pela “desigualdade e pobreza” no Brasil.

“Nós vamos na direção da liberal democracia. Nós vamos abrir a economia e vamos privatizar”, diz frase de Paulo Guedes, que se encontra na tarde desta segunda-feira (22) com Bolsonaro.

O documento, intitulado “a reconstrução do Estado”, traça um plano de privatização e desmonte do Estado no período pós-coronavírus, com uma série de empresas a serem vendidas, e lista como “vantagens da desestatização” “acabar com o corporativismo, a corrupção, os privilégios e reduzir o ‘toma lá, dá cá'”.

“Precisamos reduzir este estado gigantesco, obeso, lento, burocrático e oneroso para os pagadores de impostos que interfere na vida do cidadão e do empreendedor”, diz uma frase destacada de Mattar na apresentação.

Entre os dados apresentados apenas nos governos Lula e Dilma Rousseff, no período de maior crescimento do país houve aumento no número de empresas estatais, que chegou a 154 – 20 delas vendidas pelo governo golpista de Michel Temer.

O documento ainda traça um comparativo entre o aumento de empregos nas empresas estatais e o número de greves. Nos governos petistas, houve aumento do quadro de funcionalismo público – decorrente principalmente da estrutura em educação, com novas universidades públicas e saúde – com o menor número de greves.

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