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01 de agosto de 2019, 17h00

Em vídeo de 2014, ex-delegado do Dops admite que incinerou corpo do pai do presidente da OAB

Durante depoimento para a Comissão Nacional da Verdade, Cláudio Guerra menciona o nome de Fernando Santa Cruz como sendo um dos militantes que tiveram o corpo incinerado na usina Cambahyba

Foto: Reprodução

Ao contrário do que afirmou Jair Bolsonaro, em um dos ataques ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, os assassinos de Fernando Santa Cruz não foram integrantes do grupo de esquerda Ação Popular (AP). O militante foi morto pela ditadura militar.

Segundo o ex-delegado do Dops, Cláudio Guerra, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), em 2014, o pai do presidente da OAB foi encaminhado para a Casa da Morte, um centro de tortura em Petrópolis.

Queima de arquivo

O corpo de Fernando foi incinerado em uma usina de açúcar. Guerra declarou à CNV que incinerou inúmeros corpos de militantes assassinados pelo regime, entre eles o do pai do presidente da OAB. Guerra disse, ainda, que teria usado a Usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes (RJ), para efetuar a queima de arquivo.

A versão de Guerra foi registrada não só pela CNV, mas também pelos autores Rogério Medeiros e Marcelo Netto no livro “Memórias de uma guerra suja”.

Veja o vídeo do depoimento de Cláudio Guerra à CNV, em 2014, no qual ele admite que incinerou o corpo de Fernando Santa Cruz, na Usina de Cambahyba. O vídeo foi postado pelo senador Humberto Costa (PT):   


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