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12 de julho de 2019, 19h03

Ernesto Araújo nega nepotismo e diz que Eduardo Bolsonaro como embaixador “rompe ciclo vicioso”

Segundo o chanceler brasileiro, a indicação do filho do presidente à sede brasileira em Washington será bom para o Itamaraty

Foto: Arthur Max/MRE

“Não há nepotismo”. Esta foi uma das muitas frases usadas pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para defender a indicação de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, em entrevista nesta sexta-feira (12) ao site da BBC Brasil.

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Segundo o chanceler, a indicação do filho do presidente à sede brasileira em Washington será bom para o Itamaraty, pois acredita que isso ajuda “a romper um ciclo vicioso, onde nós trabalhamos só para nós mesmos e esquecemos a sociedade do lado de fora”.

Sobre a acusação de favorecimento familiar, Araújo afirmou que “não há nepotismo nenhum (…) na nomeação de uma pessoa que tem um comprometimento com as linhas de política externa do presidente da República e minhas, no caso. Não é por ser filho do presidente da República, é por ter capacidade de atuação política e ideias que são os que a gente considera que são corretos”, declarou.

Além disso, também há uma questão política envolvendo o tema. Embora não seja algo inédito no Brasil – por exemplo, o ex-presidente Itamar Franco chegou a ser nomeado por seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, para as embaixadas de Roma e de Lisboa, e também como representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) – é algo pouco comum no Brasil.

De carreira

Durante os governos brasileiros deste século, os cargos diplomáticos passaram a ser reservados a diplomatas de carreira. Contudo, na entrevista à BBC Brasil, Ernesto Araújo assegura que o governo não cria um constrangimento com os colegas do Itamaraty ao quebrar essa regra.

Para ele, “grande parte do esforço que estamos fazendo é ter um Itamaraty que corresponda ao que quer o povo brasileiro. Ter uma indicação política no caso para uma embaixada como Washington até ajudaria nisso porque mostra que a diplomacia não é necessariamente algo por e para diplomatas”.


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