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22 de agosto de 2019, 06h41

Ex-secretário de Cultura que deixou cargo diz que Osmar Terra está “afinado com a censura”

Henrique Pires disse que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, "era um cara extremamente democrático, mas virou a chave" e que agora está "afinado com a censura"

O ex-secretário especial de Cultura do governo federal, Henrique Medeiros Pires (Foto: Divulgação)

O ex-secretário especial de Cultura do governo federal, Henrique Pires, que se demitiu do cargo na quarta-feira (21) por não concordar com as censuras de Jair Bolsonaro às produções audiovisuais LGBT, disse que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, “era um cara extremamente democrático, mas virou a chave” e que agora está “afinado com a censura” do governo Jair Bolsonaro. Os dois trabalham juntos desde 2016, quando Pires chefiava o gabinete do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) comandado por Terra no governo de Michel Temer.

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“Tomara que seja só uma fase”, completou Pires. Após a sua demissão, o ex-secretário recebeu um convite do próprio Osmar Terra para ocupar a presidência de uma fundação no Rio de Janeiro. Porém, Pires se mostrou resistente e recusou a proposta.

“Todas as diretorias de fundações têm ido muito bem, obrigado. Cargo em fundação não é prêmio de consolação para quem não está afinado com a censura”, disse ele.

Em pronunciamento após o pedido de demissão, Pires disse que as políticas do governo  têm sido uma afronta à Constituição. “Eu não concordo com a colocação de filtros em qualquer tipo de atividade cultural. Não concordo como cidadão, e não concordo como agente público, você tem que respeitar a Constituição”, afirmou.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo


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