Exército brasileiro já gastou meio milhão de reais com produção de cloroquina

Ordem de produção foi dada por Jair Bolsonaro. No entanto, a OMS anunciou que não vai mais fazer testes com a cloroquina porque as evidências científicas apontam que a substância não reduz a mortalidade de pacientes

O Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) já gastou R$ 472,5 mil para produzir 2,25 milhões de comprimidos de cloroquina 150mg desde março, quando Jair Bolsonaro ordenou que os militares passassem a produzir o medicamento para ser usado no tratamento da Covid-19. A informação é de Matheus Leitão, na revista Veja desta quarta-feira (17).

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Os recursos são provenientes do Tesouro Nacional, por intermédio de repasse do Ministério da Defesa.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro vem insistindo no uso do medicamento e determinou que o Exército produzisse a droga temendo que uma possível demanda pelo medicamento no mundo afetasse o Brasil.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde anunciou nesta quarta-feira (17) que não vai mais fazer testes com a hidroxicloroquina porque as evidências científicas apontam que a substância não reduz a mortalidade de pacientes.

A decisão levou em conta dados coletados em pacientes que se voluntariaram para tomar a droga.

“As evidências dos ensaios sugerem que a hidroxicloroquina, quando comparada com o padrão de tratamento em pacientes hospitalizados, não reduz a mortalidade. Com base nessa análise e nas revisões publicadas, decidimos interromper os estudos randomizados com hidroxicloroquina no Solidariedade”, afirmou Ana Maria Henao-Restrepo, chefe do departamento de pesquisa de vacinas da OMS.

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