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14 de agosto de 2019, 08h55

Extremismo e sandice: Governador do PSL de Santa Catarina se descola de Bolsonaro

Logo em uma de suas primeiras entrevistas na época da campanha eleitoral, o governador disse não ser um "mini-bolsonaro" e causou discórdia

Jair Bolsonaro e Carlos Moisés - Foto: Flavio Tin/ND

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), é mais um integrante do partido de Jair Bolsonaro que vem se descolando dos ideais polêmicos do presidente. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Carlos Moisés chama de sandice e extremismo algumas atitudes do “pessoal da arminha” e diz que tem suas ideias e convicções próprias.

Em uma de suas primeiras entrevistas na época da campanha eleitoral, o governador disse não ser um “mini-bolsonaro”, o que causou discórdia e preocupação dentro do partido, principalmente por não adotar a mesma estratégia de outros políticos, que “colaram” em Bolsonaro para usar sua popularidade. “O que quis dizer é que o que a gente vê nas redes sociais são militâncias extremas, ou extrema direita ou extrema esquerda, o pessoal da arminha. Para mim é muita sandice”, comentou o governador.

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Carlos Moisés também declarou que o presidente erra na comunicação em alguns momentos e “acaba sendo mal compreendido”. “Ele tem personalidade forte. Quando se manifesta, às vezes é de forma muito incisiva e acaba dando esse tom”, opinou.

Apesar de também ser do meio militar, o coronel da reserva dos bombeiros e hoje governador vai na contramão de diversas pautas polêmicas do presidente, propondo o controle de agrotóxicos e incentivando a agricultura orgânica. “Qualquer pessoa que raciocine um pouco, que saia do padrão mediano, vai entender que não se pode incentivar o uso [de agrotóxico]”, afirmou na entrevista. Além disso, Carlos Moisés não se mostra resistente a pautas LGBTs e de povos indígenas. “Quem tem preconceito tem que trabalhar a cabeça para se livrar deles. O Estado tem que se aproximar”, completou.


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