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12 de junho de 2020, 07h07

Filho de número 2 do Ministério da Defesa ganha cargo de “compliance” em estatal da Marinha

Advogado, Almir Garnier Santos Junior foi contratado para a função de "assessor-adjunto de Compliance e Integridade Corporativa (Compliance Officer)", com salário de R$ 10,9 mil mensais

Almirante Almir Garnier Santos (ao centro) com militares e governo em debate sobre a reforma da Previdência (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Único filho do secretário-geral do Ministério da Defesa, o almirante de esquadra Almir Garnier Santos, o advogado Almir Garnier Santos Junior foi contratado pela Emgepron em 29 de julho de 2019, no segundo semestre do governo de Jair Bolsonaro, seis meses depois do pai ser alçado ao segundo posto de comando da pasta, sendo o principal substituto do Ministro Fernando Azevedo.

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Segundo reportagem de Rubens Valente, no portal Uol, Junior foi contratado para a função de “assessor-adjunto de Compliance e Integridade Corporativa (Compliance Officer)”, com salário de R$ 10,9 mil mensais. Neologismo usado no mundo empresarial, o compliance é uma ação de cumprimentos de normas e regras estabelecidos por uma instituição.

Empresa Gerencial de Projetos Navais, a Emgepron foi criada em 1982 e é vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando da Marinha e tem por objetivos, entre outros, promover a indústria naval e gerenciar projetos que integram programas aprovado pelo Comando da Marinha.

No governo, Garnier Santos foi um dos principais articuladores pela reforma da Previdência, amenizada para a cúpula militar pelo governo, dizendo que as Forças Armadas prestaram “sacrifício” ao aceitarem serem incluídas na reforma. “Como sempre, as Forças Armadas têm se colocado ao lado das necessidades da nação, seja nos momentos de festa ou de dor. Apresentamos projeto de lei bastante complexo. O importante é que tudo foi feito visando interesse nacional”, declarou à época.


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