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29 de novembro de 2019, 17h42

Funai de Bolsonaro proíbe atendimento a terras indígenas em processo de regularização

O presidente da entidade, Marcelo Augusto Xavier, determinou que apenas as áreas Indígenas homologadas podem ser atendidas pela organização, deixando quase metade desassistida

Foto: Mário Vilela/Funai/Divulgação

Declaradamente interessada em atrasar processos para novas terras indígenas (TIs), que possam “atrapalhar” os interesses econômicos do governo, a Funai de Jair Bolsonaro deu mais um passo na direção contrária aos interesses dos povos indígenas e proibiu que servidores viagem até áreas que ainda não foram oficializadas como TIs.

Documentos obtidos por Daniel Biasetto, de O Globo, mostram que a presidência da organização, comandada por Marcelo Augusto Xavier, divulgou um memorando aos funcionários, proibindo que servidores atuem nas TIs que estão em fase de estudo. Xavier é delegado da Polícia Federal e foi indicado pela bancada ruralista para o posto.

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Das cerca de 700 TIs, apenas 450 estão regularizadas. Segundo a organização, são 117 em estudo para serem homologadas ou regularizadas e 118 em processo.

Em outubro, Xavier tomou a decisão de tirar a autonomia das coordenações regionais para a atuação em campo, coordenando a duras rédeas as ações da entidade e promovendo uma série de vetos. Além disso, inúmeras exonerações também têm sido comandadas pelo delegado.


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