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30 de outubro de 2019, 09h13

General Heleno sinaliza ditadura bolsonarista em coro com discurso de Eduardo Bolsonaro na Câmara

Em tuítes, ministro mais próximo de Bolsonaro acusa Globo de desestabilizar o presidente e relaciona denúncia sobre caso Marielle Franco com protestos na América Latina. "O povo brasileiro não permitirá que atinjam seus nefastos propósitos", ameaçou

Augusto Heleno ao lado de Eduardo Bolsonaro em audiência na Câmara (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno relacionou as denúncias sobre o envolvimento de Jair Bolsonaro no assassinato da vereadora Marielle Franco aos protestos contra o neoliberalismo que acontecem em vários países da América Latina para sinalizar que uma nova ditadura pode ser implantada no Brasil.

Em discurso que remete ao regime militar, Heleno disse que “o povo brasileiro” não permitirá a “volta de privilégios”.

“Tentam criar fato político q desestabilize o País e fomente violentas manifestações, como as q ocorrem em outros países da América Latina. Não querem o bem do Brasil, desejam apenas a volta dos seus privilégios. O povo brasileiro não permitirá q atinjam seus nefastos propósitos”, tuitou Heleno.

Um dos ministros mais próximos a Jair Bolsonaro, Heleno também atacou a Globo, a quem acusa de “desestabilizar o presidente”.

“Rede Globo, sensacionalista, ignorou a ética, a honestidade intelectual e os fatos para tentar ligar o Pres Rep ao caso Marielle. Usou, levianamente, o depoimento de um porteiro, com o objetivo de desestabilizar o Pres Bolsonaro a qualquer custo”, afirmou.

Eduardo Bolsonaro
Enquanto o Jornal Nacional, da Rede Globo, divulgava, nesta terça-feira (29), para todo o Brasil, reportagem dando conta de um suposto envolvimento de Jair Bolsonaro e sua família com os assassinatos de Marielle Franco e de Anderson Gomes, Eduardo Bolsonaro fazia ameaças na Câmara.

Durante discurso no Plenário, o líder do PSL na Casa declarou que se o povo brasileiro seguir o exemplo dos chilenos, e ocupar as ruas contra o governo, em protestos intensos, a ditadura militar vai se instalar novamente no Brasil.

“Não vamos deixar isso aí vir pra cá. Se vier pra cá, vai ter que se ver com a polícia. E se eles começaram a radicalizar do lado de lá, a gente vai ver a história se repetir. Aí é que eu quero ver como a banda vai tocar”, disse, sob protestos e vaias do Plenário.

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