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03 de outubro de 2019, 15h08

Governador do Ceará diz que estado não aderiu ao programa de escolas militares

"Quero deixar bem claro que o Ceará não aderiu a nenhum novo modelo de educação", declarou o governador Camilo Santana; Ministério da Educação, no entanto, apresenta documento mostrando que foi procurado pela secretaria de educação do Ceará, que manifestou interesse no programa de escolas militares

Camilo Santana - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou através de suas redes sociais, nesta quinta-feira (3), que o estado não aderiu a nenhum novo modelo de ensino ao aceitar recursos federais para a construção de escolas militares. Ele ainda destacou que o estado é referência em matéria de educação.

“Algumas pessoas têm me perguntado sobre o fato do Governo do Ceará ter aderido ao Programa das Escolas Cívico-Militares, do Governo Federal. Quero deixar bem claro que o Ceará não aderiu a nenhum novo modelo de educação, mas a um programa que prevê recursos federais para a construção de duas unidades de ensino. Aliás, o Ceará já possui três escolas militares, duas da PM e uma dos Bombeiros, num universo de 728 escolas estaduais, sendo 252 de tempo integral. Quem tenta emplacar essa informação errada, ou desconhece os excelentes resultados da educação pública do Ceará, considerada referência no Brasil, e que serve de modelo para vários estados, ou age de má fé. Meu compromisso é fortalecer cada vez mais nosso modelo cearense de educação pública, aumentar as nossas escolas de tempo integral, investir cada vez mais nos nossos alunos e professores, e melhorar ainda mais nossos resultados. O resto da discussão é guerra ideológica, que não leva a absolutamente nada”, escreveu Camilo. 

A adesão do Ceará ao Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares – uma das bandeiras de Jair Bolsonaro em 2018 – foi anunciada por Weintraub e, segundo o ministro, surpreendeu o MEC.

“Tive até uma surpresa positiva, em dois estados que imaginei que não viriam, mas vieram”, foi o que declarou o ministro, ao anunciar que 15 estados fazem parte do programa. Uma das surpresas foi exatamente a adesão do Ceará, segundo o próprio MEC em resposta ao jornalista Felipe Moura, do O Globo.

Outro lado 

Apesar de o governador do Ceará afirmar que seu estado não manifestou interesse no novo modelo, o Ministério da Educação informou à Fórum que foi procurado pela secretaria de Educação do governador Camilo Santana que, através de um ofício, manifestou interesse em aderir ao modelo da escola cívico-militar proposto pelo governo federal.

“O Ministério da Educação reitera que o estado do Ceará manifestou formalmente interesse em aderir ao modelo da escola cívico-militar proposto pelo MEC. Este ministério recebeu no dia 27 de setembro o documento assinado pela secretária de Educação do estado do Ceará, Eliana Nunes Estrela”, diz nota do MEC.

Confira o ofício aqui.

Polêmica

O governador, que na última semana causou polêmica ao defender lei antiterrorismo que pode tornar MST ilegal, recebeu críticas nas redes após o anúncio feito por Weintraub, mas rebateu.

“Quem tenta emplacar essa informação errada, ou desconhece os excelentes resultados da educação pública do Ceará, considerada referência no Brasil, e que serve de modelo para vários estados, ou age de má-fé. Meu compromisso é fortalecer cada vez mais nosso modelo cearense de educação pública, aumentar as nossas escolas de tempo integral, investir cada vez mais nos nossos alunos e professores, e melhorar ainda mais nossos resultados. O resto da discussão é guerra ideológica, que não leva a absolutamente nada”, disse ainda o petista.

Algumas pessoas têm me perguntado sobre o fato do Governo do Ceará ter aderido ao Programa das Escolas Cívico-Militares,…

Publicado por Camilo Santana em Quinta-feira, 3 de outubro de 2019

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