Governo Bolsonaro paga R$ 350 mil a empresa ligada a canal do Youtube que pede intervenção militar, diz jornal

Empresa foi contratada para fornecer equipamentos para o Exército, a Aeronáutica e outros órgãos ligados ao Ministério da Ciência e Tecnologia

O governo Jair Bolsonaro fechou contrato e pagou R$ 350,7 mil à empresa Geratek, administrada por Tiago Vasques Brito, que gerencia o canal bolsonarista “Intervencionistas do Brasil”, criado em 2012 no YouTube e que soma 171 mil inscritos.

Segundo reportagem de Leandro Prazeres, na edição desta terça-feira (30) do jornal O Globo, a empresa foi contratada para fornecer equipamentos para o Exército, a Aeronáutica e outros órgãos ligados ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

A Geratek estaria cadastrada como empresa para o fornecimento de insumos industriais com contratos para entrega de equipamentos em diferentes partes do país, mas seu endereço está registrado em um imóvel residencial no subúrbio de Campinas.

A empresa está em nome de Edineide de Fátima Vasques Brito, mas segundo ela, o verdadeiro responsável pela administração da empresa é o filho, Tiago.

No Youtube, o canal Intervencionistas do Brasil divulga vídeos com ataques ao Congresso, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e críticas a empresas estatais.

Segundo o Portal da Transparência, os R$ 350,7 mil recebidos pela Geratek foram pelo fornecimento de equipamentos em 2019 e 2020. Dos 27 pagamentos recebidos pela empresa, 13 foram de órgãos militares ligados ao Comando do Exército ou da Aeronáutica. Eles totalizaram R$ 71,6 mil. O maior pagamento foi feito, em outubro de 2019, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI): R$ 181,4 mil.

Avatar de Redação

Redação

Direto da Redação da Revista Fórum.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR