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18 de dezembro de 2019, 20h33

Guedes volta a falar em recriação da CPMF

Embora negue, ministro da Economia disse que é grande a possibilidade da criação de um tributo sobre transações digitais, o que incluirá transferências e pagamentos feitos por aplicativos de bancos; na prática, é a volta da CPMF

O ministro Paulo Guedes - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Apesar de negar, Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro, voltou a falar, nesta quarta-feira (18), da possibilidade de recriar uma nova Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), velha conhecida do brasileiro.

Durante entrevista, em Brasília, para fazer um balanço de 2019, Guedes declarou que estuda a criação de um tributo sobre transações digitais, o que incluirá, inclusive, transferências e pagamentos feitos por intermédio de aplicativos de bancos.

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Embora tenha dito que esse imposto seria diferente da antiga CPMF, ele não quis dar mais detalhes.

No entanto, na prática, o novo imposto terá o mesmo fundamento básico da CPMF, pois vai tributar transações financeiras.

“A ideia de tributar não só consumo e renda como transações é uma ideia que consideramos desde o início. Nunca foi a CPMF, sempre foi um imposto sobre transações. Como tributamos isso? Tem transações digitais”, insistiu Guedes.

Jair Bolsonaro já havia negado a recriação da CPMF, embora a possibilidade siga no radar da equipe econômica.

“Você nem vai passar mais em banco, vai transferir dinheiro pelo celular. Como vai tributar essa transação? Essa transação digital? Você precisa de um imposto. Tem que ter um imposto para transação digital”, disse.

Salário mínimo

Em relação ao salário mínimo, Gudes afirmou que ficará acima dos R$ 1.031 anunciado, recentemente, por sua própria equipe econômica.

De acordo com o ministro, a causa é a inflação que ficou mais elevada nas últimas semanas e, por isso, será necessário reajustar o salário mínimo para assegurar a reposição.

“Nós não temos que formular uma política de salário mínimo. Tem gente que gosta de anunciar três, quatro, cinco anos à frente. Nós temos de anunciar para o ano seguinte, e a cláusula constitucional é garantir a inflação. Foi anunciado R$ 1.031, mas a gente sabe que, como INPC repicou, vai ser R$ 1.038”, destacou.


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