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30 de outubro de 2019, 11h34

Intérprete de Bolsonaro na China é filho de empresário da 25 de Março preso por suborno e acusado de contrabando

Law Kin Chong já foi apontado pela polícia como um dos principais contrabandistas do país

Jair Bolsonaro, durante recepção ao Presidente da República Popular da China, Xi Jinping. Foto: Alan Santos / PR

Os empresários Mario Ye Sui Yong e Thomas Law foram incluídos como intérpretes na comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na viagem à China, encerrada na semana passada. O primeiro é apontado como líder de grupo que comercializa produtos na chamada Feira do Paraguai, em Brasília, e no centro de SP. O segundo é filho de Law Kin Chong, que já foi preso por suborno e acusado de contrabando.

Law Kin Chong já foi apontado pela polícia como um dos principais contrabandistas do país. O empresário sino-brasileiro expandiu seu império varejista desde que saiu da prisão, em 2008, após cumprir pena por tentativa de suborno do então deputado federal Luiz Antonio de Medeiros, presidente de uma comissão que o investigou, em 2003.

Chong conta com mais de uma centena de imóveis comprados em oito bairros da capital paulista e ainda abrigava, de acordo com texto da Folha de 2015, um esquema de venda ilegal de mercadorias, segundo fiscais e policiais que monitoram suas atividades.

O deputado Fausto Pinato (PP-SP), em ofício enviado à Secretaria de Governo, solicitou que Mario e Thomas Law fossem ainda cadastrados no hotel presidencial. O deputado comanda as Frentes Parlamentares no Congresso Brics e Brasil-China. Durante a viagem, Law chegou a publicar uma foto ao lado do presidente.

Pinato afirma que ambos foram convidados por, entre outros motivos, poderem arcar com os custos de passagem e estadia.

Com informações do Painel, da Folha

 


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