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30 de agosto de 2019, 10h32

Investigado pelo TCU, Mourão pode ser punido por contratação irregular no Exército

A questão envolve um contrato de compra, em outubro de 2010, de um sistema de simulação de artilharia

Foto: Romério Cunha/VPR

Além do filho mais velho, o vice-presidente de Jair Bolsonaro está sendo investigado. O general Hamilton Mourão e outros militares do Exército são alvos de apuração pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A questão envolve um contrato de compra, em outubro de 2010, de um sistema de simulação de artilharia.

À época, Mourão era gerente do contrato. A área técnica do tribunal quer concluir a instrução da auditoria já no mês de setembro, de acordo com informações do Valor.

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Segundo a reportagem, a conclusão das apurações depende do envio de informações complementares pelo Exército, que já pediu cinco prorrogações de prazo para mandar a documentação que falta.

As punições previstas vão de multa à inelegibilidade para o exercício de cargos públicos. A análise técnica dos auditores serve para instrução dos ministros, que podem ou não acolher as indicações.

Denúncia anônima

Uma denúncia anônima, feita em 2017, indica que houve uma licitação direcionada à empresa espanhola Tecnobit. Com o nome de Sistema de Simulação de Apoio de Fogo (Simaf), o sistema custou 13,98 milhões de euros ao Exército.

Após análise detalhada da documentação entregue pelo Exército, o TCU encontrou uma série de pendências que reforçam os indícios de irregularidades no contrato. Por isso, em maio de 2019, o tribunal enviou mais questionamentos à instituição.

“Verificou-se, ao analisar a documentação, que não constam entre os documentos recebidos por esta Corte de Contas, estudos que tenham sido realizados com o intuito de avaliar simuladores de artilharia produzidos por outras empresas, que não a Tecnobit, ou utilizados por outras Forças Armadas, que não as espanholas”, indica o TCU.


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