Irritado com a prisão de Queiroz, Bolsonaro diz a assessores que vai reagir ao cerco jurídico

Presidente vê ação orquestrada entre a operação contra milícia digital bolsonarista, desencadeada pelo STF, e a prisão de Queiroz pela polícia de São Paulo

Após ignorar apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada, onde para habitualmente para conversar, Jair Bolsonaro teria chegado irritado no Palácio do Planalto e dito a assessores que vai reagir ao que classificou como cerco jurídico para tentar tirá-lo da presidência.

No Planalto, o assunto é tratado como “pólvora” e Bolsonaro estaria reunido com ministros estaria definindo uma estratégia para reagir ao que considera uma ação orquestrada entre a operação contra a milícia digital bolsonarista, desencadeada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e a prisão do seu “soldado” mais leal, com quem tem amizade de mais desde os anos 80.

Nas redes sociais, com exceção dos filhos, Flávio e Eduardo, Bolsonaro, ministros e aliados próximos – como a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) – não se pronunciaram.

O presidente se reuniu na manhã desta quinta-feira (18) com o Ministro da Justiça, André Mendonça, que tem atuado como advogado do presidente em alguns casos, e já chamou o ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), José Levi.

Bolsonaro estuda fazer um pronunciamento público sobre o caso, assim como aconteceu diante das denúncias feitas por Sérgio Moro na demissão do Ministério da justiça.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.