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21 de Maio de 2020, 10h10

Jornalista do Valor pede cassação de chapa: “Se cabo, soldado e Centrão deixarem, bastam quatro votos no TSE”

Em artigo, Maria Cristina Fernandes, que está no jornal do grupo Globo desde a fundação, diz que a "opção TSE" para caçar a chapa Bolsonaro / Mourão segue à mesa "porque todas as demais saídas parecem tão ou mais difíceis"

Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão (Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR)

A jornalista Maria Cristina Fernandes, que está no jornal Valor Econômico, da Globo, desde a fundação, escreveu um artigo em que diz que “das saídas constitucionais para o fim do governo Jair Bolsonaro, a da cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral é aquela que parece mais simples”.

“Não carece de convencer o capitão a renunciar, nem de alargar o funil dos 343 votos necessários à chancela parlamentar para um processo de impeachment. Bastam quatro votos. O caminho para esta maioria pró-cassação, porém, é de um sinuoso labirinto”, escreve.

Segunda Maria Cristina, há seis processos no Tribunal Superior Eleitora (TSE) que pedem a cassação da chapa Jair Bolsonaro e general Hamilton Mourão (PRTB) nas eleições de 2018, que podem ser pressionadas a serem julgadas mais rápido por duas investigações em curso.

“A primeira é aquela que apura a manipulação da investigação do desvio de verbas no gabinete do senador Flávio Bolsonaro na campanha de 2018. Não tem repercussão processual para o TSE mas joga água no moinho da percepção de que um gol de mão contribuiu para o resultado eleitoral. Foi esta, aliás, a tese que prevaleceu no processo de impeachment de Richard Nixon, abreviado por sua renúncia”, descreve.

A segunda, de acordo com a jornalista, é a investigação conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre a máquina de fake news que levou Bolsonaro ao poder, que pode vir a compartilhar provas com a Justiça Eleitoral, a exemplo do que aconteceu no processo que julgou a chapa Dilma Rousseff/Michel Temer.

“Com a saída da ministra Rosa Weber, na segunda-feira, Moraes assume um assento no TSE”, diz a jornalista, que, “Comporá, junto com Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, que presidirá o tribunal, a trinca de ministros do Supremo que atuarão como juízes eleitorais no restante do mandato presidencial”.

Maria Cristina, diz que o recente artigo em que Mourão critica as instituições e se mostra como alternativa a Bolsonaro, em um governo mais autocrático ainda, busca, segundo “artífices da saída TSE” blindar as Forças Armadas. “A ocupação do Ministério da Saúde e a negociação com o Centrão hoje são vistos como um sinal de que, seja com Bolsonaro, seja com Mourão, os militares não pretendem arredar pé”, complementa.

Citando dificuldades na condução do processo via TSE, como a possibilidade de convocação de uma eleição indireta em até 90 dias, a jornalista diz que a opção continua sobre a mesa.

“Porque todas as demais saídas parecem tão ou mais difíceis. A ver, porém, se os percalços permanecerão em pé se o país, no balanço dos milhares de mortos e milhões de desempregados, decidir que não dá para seguir adiante sem afastar o principal culpado”.

Leia a íntegra do artigo


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