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15 de agosto de 2019, 11h57

Líder político do agronegócio, Blairo Maggi reclama de retórica de Bolsonaro

O ex-ministro da Agricultura disse em entrevista que o discurso "agressivo" do presidente na área ambiental poderia cancelar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia

Foto: Beto Barata/PR

O ex-ministro da Agricultura no governo de Michel Temer, Blairo Maggi (PP), “afastado voluntariamente” do governo de Jair Bolsonaro, disse em entrevista que o discurso “agressivo” do presidente na área ambiental poderia cancelar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, anunciado em 28 de junho. “Com esse discurso [do governo], voltamos à estaca zero”, disse.

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A principal preocupação de Maggi com relação ao discurso problemático de Jair Bolsonaro são os impactos no mercado externo. O ex-ministro chama atenção para a cláusula do acordo do Mercosul-UE que permite que a Europa barre importações do Brasil, o que poderia ter complicações por conta das falas do presidente. “Essas confusões ambientais poderiam criar uma situação para a UE dizer que o Brasil não estaria cumprindo as regras. E não duvido nada que a gritaria geral que a Europa está fazendo seja para não fazer o acordo. A França não quer o acordo”, disse em entrevista ao Valor Econômico.

Para Maggi, a insatisfação do bloco com o Brasil é tão grande que poderia atrasar mais ainda a entrada em vigor do acordo, mais do que os dois anos previstos para que seja ratificado pelo Parlamento dos países-membros dos blocos. “Estamos pagando um preço muito alto e acho que teremos problemas sérios. E como exportador, digo: as coisas estão apertando cada vez mais”, acrescentou.


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