Fórumcast, o podcast da Fórum
01 de agosto de 2019, 10h52

“Mais Médicos” de Bolsonaro exclui definitivamente cubanos que ficaram no Brasil

Bolsonaro participa do lançamento do programa Médicos pelo Brasil, que substitui o nome do projeto criado nos governos do PT e exclui definitivamente os cerca de 1,8 mil médicos de Cuba - segundo dados do próprio governo - que ficaram no Brasil dos planos do governo

Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: Divulgação/Governo de transição)

Ficou só na promessa a declaração de Jair Bolsonaro de contratação dos médicos cubanos que decidissem ficar no Brasil após o fim da parceria com Cuba no programa Mais Médicos.

Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo

Nesta quinta-feira (1º), Bolsonaro participa do lançamento do programa Médicos pelo Brasil, que substitui o nome do projeto criado nos governos do PT e exclui definitivamente os cerca de 1,8 mil médicos de Cuba – segundo dados do próprio governo – que ficaram no Brasil dos planos do governo.

“A situação dos médicos cubanos está sendo analisada pelo ministério, buscando alternativas para o seu exercício profissional”, disse o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, em entrevista na terça-feira (30).

Com a situação indefinida quase 8 meses após o fim da parceria com Cuba, muitos médicos cubanos estão passando necessidades e buscando empregos até como garis para se manter.

A nova roupagem do programa que substitui o Mais Médicos, criado por Dilma Rousseff (PT), tem o mesmo objetivo: a interiorização de médicos pelo país, especialmente nas regiões mais remotas e desassistidas.

Entretanto, prevê mais privilégios e maiores salários para médicos que optarem por áreas longínquas. O regime de contratação também muda e agora será feito via CLT. Até então, os contratos eram temporários de até três anos. E estão previstas gratificações de acordo com o local de lotação do médico.


Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum