sexta-feira, 30 out 2020
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“Mais Médicos” de Bolsonaro exclui definitivamente cubanos que ficaram no Brasil

Ficou só na promessa a declaração de Jair Bolsonaro de contratação dos médicos cubanos que decidissem ficar no Brasil após o fim da parceria com Cuba no programa Mais Médicos.

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Nesta quinta-feira (1º), Bolsonaro participa do lançamento do programa Médicos pelo Brasil, que substitui o nome do projeto criado nos governos do PT e exclui definitivamente os cerca de 1,8 mil médicos de Cuba – segundo dados do próprio governo – que ficaram no Brasil dos planos do governo.

“A situação dos médicos cubanos está sendo analisada pelo ministério, buscando alternativas para o seu exercício profissional”, disse o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, em entrevista na terça-feira (30).

Com a situação indefinida quase 8 meses após o fim da parceria com Cuba, muitos médicos cubanos estão passando necessidades e buscando empregos até como garis para se manter.

A nova roupagem do programa que substitui o Mais Médicos, criado por Dilma Rousseff (PT), tem o mesmo objetivo: a interiorização de médicos pelo país, especialmente nas regiões mais remotas e desassistidas.

Entretanto, prevê mais privilégios e maiores salários para médicos que optarem por áreas longínquas. O regime de contratação também muda e agora será feito via CLT. Até então, os contratos eram temporários de até três anos. E estão previstas gratificações de acordo com o local de lotação do médico.

Redação
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Direto da Redação da Revista Fórum.