Michelle e Flávio Bolsonaro direcionaram mais de R$ 50 milhões em publicidade e patrocínio da Caixa, diz revista

Tentáculos do clã Bolsonaro estão aparelhando cada vez mais órgãos e entidades públicas em uma espécie de cooperativa familiar, que determina quem deve e quem não deve ser beneficiado por verbas públicas

Os tentáculos do clã Bolsonaro estão aparelhando cada vez mais órgãos e entidades públicas em uma espécie de cooperativa familiar, que determina quem deve e quem não deve ser beneficiado por verbas públicas, agora utilizadas para manter a doutrinação em prol do presidente nas tão criticadas ONGs e no meio esportivo e cultural.

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Após mostrar que Michelle Bolsonaro determina os beneficiários de empréstimos junto ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães, Patrik Camporez, da revista Crusoé, revela um esquema mantido pela primeira-dama e pelo senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) que direcionou mais de R$ 50 milhões em verbas de publicidade e patrocínio do banco estatal.

Dono de uma mansão de mais de R$ 6 milhões adquirida recentemente em Brasília, o filho de Jair Bolsonaro (Sem partido) seria o responsável pelo direcionamento de cerca de 57% dos R$ 87,5 milhões que a Caixa investiu em patrocínios entre janeiro e agosto de 2021.

Um dos beneficiados foi a Confederação Brasileira de Ginástica, presidida por Maria Luciene Cacho Resende e representada por Ricardo Cacho Resende, filho dele e amigo de Flávio. A entidade recebeu patrocínio de R$ 30 milhões, o maior repassado pela entidade neste ano.

Michelle e ONGs de igrejas

Já a primeira-dama tem como foco o direcionamento de patrocínios a Organizações Não Governamentais (ONGs) com ligação com igrejas evangélicas.

A Associação Beneficente Criança Cidadã, por exemplo, recebeu dois aportes do banco – de R$ 1,75 milhão em 2019 e de R$ 2,2 milhões em abril deste ano. O primeiro deles foi creditado um mês após encontro de Myrna Salsa da Nóbrega Targino, presidenta da ONG, com Michele, em novembro de 2019.

Como compensação, a primeira-dama recebeu o título de “madrinha” da entidade, que tem como coordenador-geral o desembargador João José da Rocha Targino.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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