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15 de agosto de 2019, 15h24

Militares discordam de política externa de Bolsonaro

A forte aproximação com os Estados Unidos e a indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador parece incomodar generais do Exército, diz revista

Bolsonaro durante desfile dos Artilheiros da Reserva, da Ativa e de Alunos da Escola Militar em Santa Maria (RS) (Foto: Alan Santos/PR)

A revista Época adiantou que vai trazer, na edição que vai às bancas essa semana, uma reportagem com generais da ativa e da reserva do Exército Brasileiro sobre os rumos do governo de Jair Bolsonaro. O ponto de maior divergência, segundo a revista, é a diplomacia, indo desde o alinhamento com os EUA até a nomeação de Eduardo Bolsonaro.

Segundo a revista, em entrevistas com mais de dez generais ficou nítido que a diplomacia é um dos pontos que mais incomoda os militares. O Brasil historicamente sempre se colocou internacionalmente com uma postura promoção do diálogo e sem grandes alinhamentos, apesar de alguns governos já terem sido mais ligados com Washington. Nem durante a ditadura militar o Brasil foi tão próximo dos Estados Unidos.

O Itamaraty é comandado pela ala olavista do governo, na figura do ministro Ernesto Araújo. A condução das Relações Exteriores já gerou conflitos entre Araújo e o vice-presidente, general Hamilton Mourão. O olavismo tem vencido batalhas internas contra o militarismo dentro do governo.

A questão que parece ser consenso é a política ambiental de Bolsonaro, tanto que o presidente tem colocado alguns militares para chefiar tanto reservas ambientais quanto reservas indígenas. Os militares acreditam que as críticas vindo de fora do Brasil sobre a Amazônia têm outros interesses que não a preservação da floresta.

Outros críticas que vão aparecer na reportagem fazem referência à privatização de estatais, como a Petrobras, à estratégia do governo de não consolidar uma base ampla e na manutenção de militares como “coadjuvantes” na política.


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