quinta-feira, 22 out 2020
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Ministério da Economia, de Guedes, travou contratação de brigadistas contra incêndio no Pantanal por dois meses

Ministério da Economia só autorizou envio de 1.481 brigadistas para combate ao fogo no Pantanal em junho, dois meses após receber pedido. Pasta culpa Ministério do Meio Ambiente por falta de documentação. No total, ação do governo contra incêndio atrasou quatro meses

Sob o comando de Paulo Guedes, o Ministério da Economia travou por dois meses a contratação de brigadistas para ajudar no combate aos incêndios no Pantanal.

Documentos obtidos por Renato Grandelle, na edição do jornal O Globo deste sábado (10), revelam que a pasta só autorizou a viagem de 1.481 brigadistas em junho, dois meses após receber o pedido – o Ibama permite, por lei, a contratação de 2.520.

Procurado pelo jornal, o Ministério da Economia culpou o Ministério do Meio Ambiente, que ““não apresentou uma série de documentos obrigatórios, conforme determina o regulamento para solicitação de contratação temporária”.

No total, o governo Jair Bolsonaro atrasou por quatro meses o trabalho do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Ibama (Prevfogo), que só teve início no dia 10 de agosto, quando o Pantanal já ardia em chamas – os alertas tiveram início em abril.

O atraso se deu por causa do adiamento da publicação de uma portaria que deu a autorização definitiva para a contratação dos brigadistas.

Terras indígenas
“Ressalto que 2020 é o ano de maior atraso na contratação dos brigadistas, prejudicando todas as atividades de prevenção e inviabilizando a conclusão das queimas prescritas em quase todas as terras indígenas”, diz ofício da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro) do Ibama, datado de 15 de abil, que foi obtido pelo O Globo.

Redação
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