Ministério da Saúde apaga tuítes de app que receita cloroquina após STF acionar PGR

Publicações referente ao TrateCov, aplicativo lançado em Manaus por Eduardo Pazuello, começaram dois dias após Rosa Weber, do STF, encaminhar pedido de investigação contra Bolsonaro por promover o uso da cloroquina

O Ministério da Saúde começou a apagar nesta terça-feira (23) tuítes sobre o aplicativo TrateCov, lançado pelo general Eduardo Pazuello no dia 25 de janeiro em Manaus, no pico da segunda onda do coronavírus na capital amazonense.

As publicações começaram a ser apagadas dois dias depois que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime apresentada pelo PDT contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por promover o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19.

“Todos os estudos apontaram que o remédio [cloroquina] não interfere no quadro do paciente com o vírus nem reduz chances de contágio”, diz o documento. “Mesmo diante disso, o presidente da República e o Ministério da Saúde lançaram campanha para a utilização de tratamento precoce contra a Covid-19, especificamente com a criação do aplicativo ‘TrateCov’, em que se recomendava o uso da cloroquina”, afirma a legenda no pedido, protocolado no dia 9 de fevereiro.

Segundo perfil do projeto 7c0, que mostra tuítes apagados de atores políticos, ao menos duas publicações sobre o assunto sumiram da conta do Ministério da Saúde.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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