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30 de junho de 2020, 06h23

Ministro da Educação chama suspeita de plágio de “distração”: “Plágio é Ctrl + C e Ctrl + V”

"É possível haver distração, sim. Hoje tem mecanismo, mas naquela época, pela distração… Não houve plágio", afirmou Carlos Alberto Decotelli, que recebeu aval de Bolsonaro para seguir como ministro da Educação

Carlos Alberto Decotelli (Câmara dos Deputados)

Após reunir com Jair Bolsonaro e afirmar que continua ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli se explicou sobre as denúncias de falsificação de doutorado e pós-doutorado e chamou o suposto plágio cometido durante dissertação de mestrado na Fundação Getúlio Vargas (FGV) de “distração”.

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“Com base na minha bagagem do tempo de Banrisul, minha dissertação em tempos de mestrado foi no tempo de Banrisul, e no mestrado na FGV eu desenhei o Banrisul, a resistência do banco, governança… O texto, quando você lê muitos livros, você tem de ter uma disciplina mental de escrever, revisar, citar e mencionar. Você fica mencionando, registrando e ponderando. É possível haver distração, sim. Hoje tem mecanismo, mas naquela época, pela distração… Não houve plágio. Plágio é Ctrl + C e Ctrl + V”, afirmou.

Em relação ao doutorado na Argentina, que foi desmentido pelo reitor da Universidade de Rosário, Decotelli disse que sua tese, sobre ‘as incertezas entre as evoluções das empresas desde o Século 11, e como reagem em momentos de crise para seguir vivas na estrutura de mercado’, estava “muito profunda”. Ele teria, então, recebido recomendações da banca para adequações, mas não fez pois tinha que voltar ao Brasil.

“Ao finalizar o curso, a universidade entregou um certificado de conclusão de créditos. Foi feito uma formatura em Rosário, e entregou (o diploma) para quem tinha concluído o curso de pós graduação e doutorado. Agora, aqueles que além de terminar o curso, quiserem defender a tese, receberão o título de doutor para a validade nas leis argentinas. Ao obter essa característica, tinha de apresentar a tese, e minha tese teve como construção ‘as incertezas entre as evoluções das empresas desde o Século 11, e como reagem em momentos de crise para seguir vivas na estrutura de mercado’. A banca disse que a tese estava muito profunda, para fazer adequações para reapresentar. Foi a recomendação formal da banca. Ao terminar a recomendação, eu precisaria voltar ao Brasil. Todas as despesas, passagem aérea e manutenção foi pessoal, não havia bolsa. O custo operacional particular, com dificuldade financeira, não mais voltei. Houve dificuldade em bancar o aperfeiçoamento. Fiquei com o diploma de crédito concluído”, disse o ministro.

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