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05 de setembro de 2019, 10h00

Miriam Leitão diz que Bolsonaro é desumano e tem compulsão patológica pelas ditaduras

“É doentio seu prazer em ferir pessoas atingidas pelos crimes das ditaduras latino-americanas, como fez com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz”, escreveu a jornalista de O Globo e GloboNews

Foto: Divulgação/Intrínseca

Miriam Leitão, colunista de O Globo e comentarista da GloboNews, fez duras críticas ao ataque despropositado de Jair Bolsonaro à ex-presidenta da Chile e atual Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet.

“É patológica a compulsão de Bolsonaro pelas ditaduras e sua admiração ilimitada pelos regimes tirânicos, como o de Pinochet. É doentio seu prazer em ferir pessoas atingidas pelos crimes das ditaduras latino-americanas, como fez com o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz”, escreveu a jornalista, em sua coluna de O Globo, cujo título é “Mente autoritária e seus métodos”.

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Em outro trecho, Miriam destacou: “Mentir sobre o passado do Chile, ou do Brasil, na política ou na economia, não alterará a história real. Tentar apropriar para uma ideologia de extrema-direita os símbolos nacionais não dará certo agora, como não deu no passado. Os amigos e auxiliares que tenham qualquer influência sobre ele deveriam aconselhá-lo. O que ele falou sobre Michelle Bachelet jamais poderia ter sido dito. É sobretudo desumano”.

Ataques

Miriam já foi alvo da ira de Bolsonaro. Durante café da manhã com jornalistas estrangeiros, em julho, o presidente fez ataques à jornalista.

“Ela estava indo para a guerrilha do Araguaia quando foi presa em Vitória. E depois (Miriam) conta um drama todo, mentiroso, que teria sido torturada, sofreu abuso etc. Mentira. Mentira”, afirmou.

A verdade é que Miriam Leitão foi presa em 1972, aos 19 anos. Ao contrário do que diz Bolsonaro, na época ela era estudante universitária e filiada ao PCdoB. Atuava na distribuição de panfletos e pichação de muros com críticas à ditadura. Ela nunca teve qualquer participação na luta armada ou cogitou em ir para a Guerrilha do Araguaia, como afirmou o presidente.

Após ser presa, ela foi levada junto com o então companheiro para as dependências do 38º Batalhão de Infantaria do Exército, instalado no Forte de Piratininga, em Vila Velha (ES). Apesar de estar grávida, ela foi submetida a várias formas de tortura por um período de três meses.

 


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