Moro sai em defesa de Bolsonaro mais uma vez e diz que copiar áudio do porteiro não é obstrução da Justiça

Moro ainda creditou à "personalidade forte" a reação de Bolsonaro à divulgação da reportagem pelo Jornal Nacional, da TV Globo, acusando o "concorrente" de ter na pauta o "controle social da imprensa", relacionando falsamente a questão ao PT e à Lula

Alçado ao Ministério da Justiça com a promessa de sentar em uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF)), o ex-juiz Sergio Moro segue blindando Jair Bolsonaro e aliados sentenciando casos antes mesmo da abertura de investigações aos órgãos subordinados a ele.

Na noite dessa segunda-feira (4), em jantar no site Poder 360, Moro saiu mais uma vez em defesa de Bolsonaro e disse que ao recolher as gravações da portaria do condomínio onde mora após suspeitas de envolvimento no assassinato de Marielle Franco, o presidente não cometeu crime.

“Seria obstrução de Justiça destruir a prova. Tirar cópia não é obstrução de forma nenhuma”, disse Moro, ressaltando que houve “exagero da oposição e da imprensa” em relação às declarações do presidente sobre os áudios.

“Você tem 1 documento que te prova inocente. Se você for lá, tirar uma cópia, e o original ficar lá, não é obstrução”, disse Moro.

Moro ainda creditou à “personalidade forte” a reação de Bolsonaro à divulgação da reportagem pelo Jornal Nacional, da TV Globo, acusando o “concorrente” de ter na pauta o “controle social da imprensa”, relacionando falsamente a questão ao PT e à Lula.

“O presidente, no entanto, às vezes reage a algumas situações em que ele é tratado de maneira injusta. Ele tem uma personalidade forte, então às vezes ele reage de uma maneira intensa. A imprensa segue fazendo suas matérias, não existe cerceamento da liberdade de expressão. Quem tinha uma pauta de controle social da imprensa era o concorrente”, disse.

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