Mourão diz que “estrago institucional, que agora atingiu as raias da insensatez, está levando país ao caos”

Em artigo na revista do Clube Militar, Mourão critica imprensa, "maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social" e diz que "pelas consequências", pandemia "pode vir a ser questão de segurança"

Em artigo publicado na revista do Clube Militar do Rio de Janeiro, entidade que presidiu até se candidatar a vice-presidente da República na chapa de Jair Bolsonaro (Sem partido), o general Hamilton Mourão (PRTB) cobra respeito “aos limites e às responsabilidades das autoridades constituídas” para reverter “um estrago institucional, que agora atingiu as raias da insensatez, e está levando o país ao caos”.

“Nenhum país do mundo vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional, que agora atingiu as raias da insensatez, está levando país ao caos”, afirma Mourão, pregando respeito aos “limites e responsabilidades” das autoridades” para “reverter o desastre”.

“A esta altura, está claro que a pandemia de Covid-19 não é só uma questão de saúde: por seu alcance, sempre foi social; pelos seus efeitos, já se tornou econômica; e por suas consequências pode vir a ser de segurança”, ameaça o general.

No texto, Mourão elenca quatro pontos que leva o país ao caos : “polarização da nossa sociedade”, “degradação do conhecimento político”, “usurpação das prerrogativas do poder executivo” e “prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades” que tiveram “funções de relevância em administrações anteriores”.

Mourão ainda critica prefeitos e governadores “pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social” e “a imprensa, a grande instituição de opinião”, que, segundo ele, “precisa rever seus procedimentos nesta calamidade que vivemos”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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