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31 de agosto de 2019, 15h38

“Não sei do Queiroz, cara. Ele é nota dez”, diz Bolsonaro, após imprensa divulgar paradeiro do ex-assessor do filho

Presidente ainda elogiou o protagonista de uma das maiores crises de seu governo: “Eu conheço o Queiroz desde 1984. Ele era um soldado da brigada de paraquedista. Entrou na Polícia Militar, veio trabalhar na minha família. É um cara sem problema”

Foto: Reprodução

Mesmo após a imprensa divulgar que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, está morando no bairro do Morumbi, em São Paulo, e que continua se tratando no Albert Einstein, Jair Bolsonaro finge que não sabe de nada.

O presidente disse, neste sábado (31), que desconhece onde Queiroz está. “Eu não sei do Queiroz, cara. Eu não sei do Queiroz”, afirmou Bolsonaro, em sua primeira declaração a respeito do assunto.

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A revista Veja publicou reportagem, apontando que o ex-assessor do filho do presidente e homem próximo da família Bolsonaro, mora no luxuoso bairro do Morumbi, em São Paulo, e faz tratamento contra um câncer no Hospital Albert Einstein, um dos mais caros do Brasil.

“Não existe telefonema para ele, nada, não sei onde ele está. Parece que a Veja descobriu, como se ele tivesse foragido. E pelo que eu sei ele já prestou depoimento por escrito. O que eu fiquei sabendo também exime meu filho de culpa”, disse Bolsonaro.

“Queiroz responde pelos atos dele. Eu conheço o Queiroz desde 1984. Ele era um soldado da brigada de paraquedista. Entrou na Polícia Militar, veio trabalhar na minha família. É um cara sem problema, nota dez. Teve esse problema. Quem responde por ele é ele, não sou eu”, afirmou, tentando se isentar de responsabilidade sobre o caso.

Transações imobiliárias

O presidente também procurou justificar as transações imobiliárias realizadas pelo filho e que estão sob investigação por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro. Isso, apesar do inquérito ter sido suspenso após uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

“Vou repetir para vocês, R$ 1 milhão o Queiroz tinha dado para ele (Flávio). Está bem claro isso. Quem pagou essa conta para a construtora foi a Caixa Econômica Federal, documentado, passa por ele porque a Caixa comprou a dívida dele. E ele, em vez de dever para a construtora, passou a dever para a Caixa, essa é uma operação normal. Resolveu? Não tem R$ 1 milhão”, acrescentou.


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