Fórumcast #19
05 de agosto de 2019, 14h51

“Os caras vão morrer na rua igual barata”, diz Bolsonaro para defender posse de armas

O presidente se respaldou na notícia do morador de rua que esfaqueou e matou dois homens no Rio de Janeiro, completando que, "se estivesse armado ali, teria atirado naquele cara"

Foto: Reprodução/Instagram Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) mais uma vez defendeu uma das principais bandeiras de seu governo, que é a posse e porte de arma de fogo e o excludente de ilicitude. Em entrevista à jornalista Leda Nagle, concedida na última sexta-feira (2) no Palácio do Planalto, Bolsonaro alegou que, “a partir do momento que eu entro no excludente da ilicitude, ao defender a minha vida ou a de terceiros, o meu patrimônio ou de terceiros, a violência cai assustadoramente. Os caras vão morrer que nem barata, pô, e tem que ser assim”.

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O presidente se respaldou na notícia do morador de rua que esfaqueou e matou dois homens na Lagoa, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, no último domingo (28) de julho, para trazer à tona mais uma vez a sua proposta de um novo decreto de armas no país. “Se eu tivesse armado ali, teria atirado naquele cara. O próprio policial que chegou ali depois atirou na perna. Tinha que ter atirado no meio dele, pô”, comentou o presidente na entrevista.

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Quando o esfaqueamento ocorreu, duas semanas atrás, Bolsonaro chegou a comentar o caso em uma live no seu Facebook, lamentando que não havia ninguém para atirar em Plácido Correa de Moura, o morador de rua autor das mortes.

O novo decreto de armas proposto por Jair Bolsonaro, que busca flexibilizar as leis de porte e posso de armas no país, vêm enfrentando resistência no Congresso. A medida, que já está em sua sétima edição desde o início do ano, possui brechas para compra de modelo de fuzil, mas exclui algumas outras permissões que os textos anteriores apresentavam, como uma lista de profissões que teriam direito ao porte de armas. Dessa forma, por conta das críticas, caiu a permissão para que caminhoneiros, advogados e jornalistas que cobrem assuntos de segurança pudessem ter porte de arma.

 


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