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05 de setembro de 2019, 17h13

Paulo Guedes classifica ditadura militar como “meio soft” e diz que bolsonarismo é “brincalhão”

Segundo o ministro da Economia, a esquerda é mais agressiva que os seguidores de Jair Bolsonaro

Reprodução/YouTube

Ao comentar sobre as posturas de Jair Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes considerou que a esquerda é mais agressiva que o bolsonarismo e disse que a ditadura militar no Brasil foi “soft” (em português, “macia” ou “suave”). Em evento realizado em Fortaleza (CE) nesta quinta-feira (5), disse que não se deve prestar atenção no que o presidente e seus apoiadores falam, mas no que eles de fato fazem.

“Você é do tamanho do seu adversário. Você produz o seu antagonista. Se o regime militar era meio ‘soft’, a classe política que conseguiu fazer a redemocratização também era meio soft. A gente tinha uma certa convivência ali, era o Sarney, era o Tancredo”, avaliou o ministro, ignorando as torturas, perseguições, assassinatos e desaparecimentos forçados promovidos durante o período militar.

Guedes rebatia uma pergunta que o questionava sobre o acirramento promovido por Jair Bolsonaro, dizendo que o presidente é “brincalhão” e que não se deve prestar atenção no que ele fala, mas nas atitudes dele. Segundo Guedes, a esquerda é mais agressiva do que Bolsonaro, que prega o “extermínio de petistas”, e usou o sinal de arma com os dedos, marca durante a campanha eleitoral do capitão da reserva.

“O que percebi é que tem muita conversa de violência, mas eu vi o Bolsonaro com 30, 20 mil pessoas em volta, em dezenas de cidades, mas eu não vi um ato de violência. Eu vi brincadeira, eu vi diversão, eu vi uma porção de meninos jovens fazendo armas com as mãos, mas não tinha um ato de violência”, disse Guedes. “Eu vejo um monte de gente com camiseta arco-íris, de paz e amor, vermelha e qualquer coisa quebra o pau, chuta, joga embaixo do caminhão”, completou.

Guedes ainda disse que a esquerda prega paz e amor e pratica atitudes “agressivas” como a “invasão de terra”. “Do outro lado você tem ‘vou dar tiro em todo mundo’ e não dá tiro em ninguém, tá mais pra torcedor do Palmeiras do que pra guerrilheiro”, ironizou.

Apesar da fala de Guedes, alguns casos já chamaram atenção nacional por violência política promovida por bolsonaristas. Um deles foi contra o Mestre Moa do Katandê, que morreu após ser atacado em um bar por um apoiador do presidente.


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