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22 de agosto de 2019, 06h21

Paulo Guedes muda discurso e diz agora que a nova CPMF é que vai gerar empregos

O novo engodo sobre a geração de empregos repete o mantra de Michel Temer sobre a reforma trabalhista e do próprio Guedes para a aprovação da reforma da Previdência. Ambos sem resultados na prática

Bolsonaro, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni (Marcos Corrêa/PR)

Após intenso toma lá, dá cá no Congresso para aprovação da proposta de reforma da Previdência, com a promessa de que só assim haveria geração de empregos no País, o ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, agora defende que apenas a criação de uma nova CPMF vai reativar o mercado de trabalho.

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Chamada de Contribuição Social sobre Transações e Pagamentos (CSTP), o novo imposto deve ter uma alíquota de 0,22%. Os bancos seriam os principais favoritos, pois o objetivo do governo é, com isso, isentar a cobrança da nova contribuição de aplicações na Bolsa, renda fixa e poupança, que não geram emprego e apenas movimentam o sistema financeiro.

O novo engodo sobre a geração de empregos repete o mantra de Michel Temer sobre a reforma trabalhista e do próprio Guedes para a aprovação da reforma da Previdência. Ambos sem resultados na prática.

O ministro de Bolsonaro tem usado com parlamentares o argumento de que a CPMF foi apoiada por todos os economistas brasileiros no governo FHC.

“Se for baixinho, não distorce tanto (a economia), mas essa vai ser uma opção também da classe política”, disse o ministro depois de reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


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