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13 de novembro de 2019, 13h58

Paulo Guedes negocia área de livre comércio com a “comunista” China

O ministro de Bolsonaro disse não se incomodar se o fim da taxação provocar um aumento da venda de produtos chineses, acarretando em uma concorrência desleal aos empresários brasileiros. "O que nós queremos é mais integração ainda”

Paulo Guedes observado por Bolsonaro em assinatura de atos com o governo Chinês (Foto: Alan Santos/PR)

Em seminário do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nesta quarta-feira (13), o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que está negociando uma área de livre comércio entre Brasil e China.

““Estamos conversando com a China sobre a possibilidade de criarmos o free trade area também com a China, ao mesmo tempo que falamos em entrar na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)”, disse Guedes.

Guedes disse não se incomodar se o fim da taxação provocar um aumento da venda de produtos chineses, acarretando em uma concorrência desleal aos empresários brasileiros.

“Eu não me incomodo se, em uma situação de superávit [do Brasil hoje] com a China, nós nos equilibrarmos ali à frente, aumentando as exportações em 50% e as importações dobrando ou mesmo triplicando. O que nós queremos é mais integração ainda”, afirmou.

No ano passado, o saldo comercial entre os dois países ficou positivo para o Brasil em US$ 29 bilhões. Quase 90% do total é de produtos básicos, enquanto os semimanufaturados respondem por 8% e os manufaturados, 2%.

Por outro lado, 98% dos produtos que o Brasil compra da China são manufaturados. Outros 2% são de produtos básicos.

Adulação
Crítico ao governo chinês até há pouco tempo, Jair Bolsonaro disse, após encontro bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, que a “China cada vez mais faz parte do futuro do Brasil”.

“O nosso governo vai cada vez mais tratar com o devido carinho, respeito e consideração esse gesto do governo chinês”, referindo-se à associação de empresas estatais chinesas à Petrobras para evitar um fracasso total do mega-leilão do pré-sal na última semana.

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