Policiais não foram informados que prenderiam Queiroz para evitar vazamento, diz delegado

Oswaldo Nico, que chefia órgão de elite da Polícia Civil de São Paulo, disse ainda que Queiroz afirmou que tomou remédio pra dormir e, por isso, não abriu a porta. "Fomos forçados a quebrar a corrente e chegar até o quarto que ele estava"

Osvaldo Nico Gonçalves, delegado do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) de São Paulo, afirmou que os policiais não foram informados que participariam da operação que prendeu Fabrício de Queiroz para evitar vazamentos de informação.

“Não demos ciência para os policiais para não haver nenhum tipo de vazamento, nada. Ontem fomos contatados pelo delegado geral que recebeu a missão do Ministério Público, e nós cumprimos com êxito. A gente fez um briefing hoje por volta de 4 horas na nossa sede e seguimos pro local junto com os promotores públicos”, disse em entrevista à CNN o delegado, que chefia o órgão de elite da Polícia Civil paulista que foi criado por João Dória (PSDB) em agosto de 2019.

Gonçalves também disse que Queiroz foi preso em um quarto humilde e que não ofereceu qualquer resistência aos policiais.

“Ele tinha tomado remédio para dormir, não conseguiu atender a campainha, insistimos várias vezes, fomos forçados a quebrar a corrente e chegar até o quarto que ele estava. Estava dormindo não ofereceu resistência nenhuma, só falou que estava com problema de saúde”, disse.

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