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03 de julho de 2020, 10h45

Próximo ao Centrão, ministro da Educação foi indicado por empreiteiro e denunciado por sonegação

Renato Feder, que já havia sido recebido por Bolsonaro após a demissão de Abraham Weintraub, ganhou o apelido de "CoronaFeder, um vírus letal para a educação" entre os professores do Paraná

Renato Feder, ministro da Educação, na campanha dos professores do Paraná e na capa do Istoé Dinheiro (Montagem)

Com proximidade a políticos do Centrão, o empresário Renato Feder já foi alvo de duas denúncias do Ministério Público sob acusação de sonegação fiscal que totalizam R$ 22 milhões pela sua empresa, a Multilaser, por não ter recolhido ICMS no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Leia também: Bolsonaro escolhe Renato Feder, secretário de Ratinho Jr., como ministro da Educação

Secretário de Educação do governo de Ratinho Jr. – filho do apresentador bolsonarista Carlos “Ratinho” Massa, do SBT – no Paraná, Feder foi indicado pelo empreiteiro Meyer Nigri, dono da construtora Tecnisa, que fez a articulação da candidatura Jair Bolsonaro na elite paulista.

O novo ministro, que já havia sido recebido por Bolsonaro após a demissão de Abraham Weintraub, ganhou o apelido de “CoronaFeder, um vírus letal para a educação” entre os professores do Paraná, que fizeram uma campanha para denunciar a mercantilização do ensino no Estado.

“O CoronaFeder é um ‘vírus’ que chegou ao Paraná a partir de uma ratazana. Tem infectado o sistema público de educação do Paraná e parece querer levá-lo ao colapso para que outra forma de educação privada possa gerenciá-lo”, diz a campanha.

Em reportagem de capa na revista IstoÉ Dinheiro, Feder foi classificado como “o empresário que vende tudo”.

“Se eu estivesse sozinho, a Multilaser, provavelmente, ainda seria pequena. Mas se o Renato fosse o único no comando, talvez ela tivesse quebrado no primeiro ano”, afirmou na reportagem o sócio de Feder na Multilaser, Alexandre Ostrowiecki.

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