Saúde menstrual: Eduardo Bolsonaro cria fake news e acusa Tabata Amaral de lobby para Lemann

Alvo do inquérito das fake news, filho de Jair Bolsonaro dá nova mostra de como funciona o gabinete do ódio

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) deu mais uma mostra na manhã deste domingo (10) sobre como funciona a milícia virtual que propaga fake news e discurso de ódio nas redes sociais.

Investigado no inquérito das fake news, o filho de Jair Bolsonaro (Sem partido) atacou Tabata Amaral (PSB-SP) criando a mentira de que a deputada teria criado o “PL dos Absorventes” para fazer lobby e fazer com que Jorge Paulo Lemann, “um dos donos da produtora de absorventes P&G”, vencesse licitações para vender o produto “de baixa qualidade” ao governo federal.

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O Projeto de Lei 4968/19, que cria o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, tem como autora a deputada Marília Arraes (PT-PE) e foi apoiado por outros 34 deputados. Dois dos projetos incorporados ao substitutivo do PL são de autoria da deputada Tabata Amaral.

O bilionáro Jorge Paulo Lemann, no entanto, não é “um dos donos da produtora de absorventes P&G”, empresa transnacional de capital aberto. Lemann pode, no máximo ser acionista da empresa, um dos símbolos do capitalismo neoliberal defendido pelo clã Bolsonaro.

A fake news divulgada por Eduardo Bolsonaro tem um único objetivo: dar sustentação à versão criada pelo gabinete do ódio para incitar discurso de ódio contra o projeto que visa distribuir absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade.

*Esta matéria foi corrigida às 15h18 em 10/10/2021. Diferente do que foi inicialmente informado, a deputada Tabata Amaral está no grupo de parlamentares que apoiou a proposta dos absorventes e é autora de 2 projetos incorporados ao PL aprovado

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.