quarta-feira, 23 set 2020
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Secom publica nota de repúdio contra Globo

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República usou as redes sociais para divulgar uma nota de repúdio contra a TV Globo após carta de Ali Kamel à redação ser divulgada. O diretor da central Globo de jornalismo insinuou que o governo tramou uma armadilha contra a emissora no caso Marielle Franco. Essa é a segunda vez que o órgão ataca a emissora, em razão da reportagem sobre o possível envolvimento de Jair Bolsonaro na morte da vereadora.

“É lamentável que a TV Globo considere motivo de comemoração a veiculação de matéria que, sob o verniz de jornalismo imparcial, somente leva desinformação aos brasileiros. Caso a emissora tivesse realmente pautado seu trabalho pela imparcialidade, rigor na apuração e profundidade de investigação, não teria levado ao ar matéria tão frágil do ponto de vista jornalístico”, diz trecho da nota publicada pela Secom.

Mais uma vez, o órgão usa o Twitter para defender o presidente Jair Bolsonaro, extrapolando suas atribuições. Não é função da Secretaria Especial de Comunicação Social preservar ou proteger o presidente de acusações que apontam seu suposto envolvimento em crimes, como assassinatos.

“A história que um dos suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco foi à casa do presidente Jair Bolsonaro no dia do crime não tem fundamento. O presidente estava em Brasília. É impossível ele ter recebido alguém, no mesmo horário, em sua casa no Rio. #BolsonaroEstamosContigo”, dizia a postagem da Secom feita na terça-feira.

Resposta a Ali Kamel

A publicação é endereçada a Ali Kamel, que contou, nesta segunda-feira, detalhes da apuração sobre o depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra envolvendo Jair Bolsonaro e insinua que a Globo teria sido vítima de uma armação, um conluio feito entre aliados próximos e o advogado Frederick Wassef. O objetivo seria destruir a reputação da emissora.

Redação
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