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12 de julho de 2019, 07h47

Sob comando de Ernesto Araújo, diplomacia brasileira vota com países fundamentalistas islâmicos na ONU

Entre as emendas seguidas pelo Brasil está uma proposta do Egito e Iraque que exclui a referência “ao direito à saúde sexual e reprodutiva” em resolução contra o casamento infantil e forçado

Bolsonaro e o Principe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman (Foto: Alan Santos/PR)

Mais uma vez, a atuação do Brasil no Conselho de Direitos Humanos (CDH) na ONU gerou surpresa e irritação em países do Ocidente. Nesta quinta-feira (11), a diplomacia do governo Bolsonaro seguiu países como Arábia Saudita, Paquistão e Bahrein em votações sobre direitos sexuais e reprodutivos.

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Entre as emendas seguidas pelo Brasil está uma proposta do Egito e Iraque que exclui a referência “ao direito à saúde sexual e reprodutiva” em resolução contra o casamento infantil e forçado. Outra emenda apoiada pela embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo foi movida por Bahrein e Arábia Saudita com o objetivo de enfraquecer recomendação de educação sexual – não mais recomendá-la “de acordo com a maturidade apropriada”, mas dependente de “devida orientação dos pais e guardiões legais”.

Outra alteração apoiada pelo país foi no texto de resolução sobre educação sexual, com a proposta de extinção da garantia ao “acesso universal à educação abrangente sobre sexualidade baseada em evidências”, proposta pelo Paquistão. Em todos os casos, o Brasil foi derrotado junto ao grupo de países fundamentalistas islâmicos, formado por Arábia Saudita, Egito e Paquistão.

A diplomacia brasileira também causou polêmica ao se abster em votação que aprovou investigação sobre as execuções extrajudiciais e sumárias nas Filipinas. O governo de Rodrigo Duterte, que empreende uma dura política de guerra às drogas, já deixou cerca de 27 mil mortos segundo organizações de direitos humanos.

Com informações do jornal O Globo


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