TCU investiga Forças Armadas por uso de verba para compra de vacina contra Covid

Há indícios de irregularidades em parceria entre os ministérios da Saúde e Defesa assinada por Elcio Franco, ex-braço direito de Eduardo Pazuello

Dos R$ 21,7 milhões reservados pelas Forças Armadas para compra e distribuição de vacinas contra a Covid-19, R$ 5,5 milhões foram efetivamente gastos até agora. Os dados são do portal da transparência do governo federal, de acordo com reportagem de Vinicius Sassine, na Folha de S.Paulo.

Por isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para investigar indícios de irregularidades. O relator da proposta foi o ministro Bruno Dantas.

Para utilizar o dinheiro destinado à vacinação, as Forças Armadas fazem uso de uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Defesa.

Indícios de irregularidades na utilização desses recursos entraram no radar da CPI do Genocídio e do TCU. A parceria prevê repasses de R$ 95 milhões ao Ministério da Defesa.

O responsável pelo acordo entre ministérios foi o coronel Elcio Franco, que era secretário-executivo do Ministério da Saúde e braço direito do então ministro Eduardo Pazuello.

Em maio, a Folha divulgou os primeiros gastos das Forças Armadas, depois da militarização de parte da vacinação contra a Covid-19.

Carros, aeronaves e combustíveis

O dinheiro que seria para vacinas foi utilizado, principalmente, para manutenção e reparação de carros e aeronaves, além de compra de combustível.

Publicidade

Uma parte dos recursos foi destinada à aquisição de material para hospitais militares, de uso exclusivo de integrantes das Forças; à compra de medicamento sem eficácia para Covid-19; e a ações sigilosas de inteligência do Exército.

Avatar de Lucas Vasques

Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR