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02 de setembro de 2019, 08h42

Tenente-Coronel foi afastado do GSI por envolvimento com militar preso com cocaína no avião presidencial

Foram encontrados celulares, computadores e diversos itens importados no apartamento do coronel Alexandre Augusto Piovesan, que foi dispensado do GSI, comandado pelo general Augusto Heleno, e que é responsável pela inteligência da Presidência da República

Embraer-190 da FAB usado como reserva em viagens presidenciais (Reprodução/hiveminer.com)

Investigado pela Justiça, o tenente-coronel Alexandre Augusto Piovesan foi dispensado de seu cargo no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno, por suspeitas de envolvimento com o sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, que levou 39 quilos de cocaína na bagagem até Sevilha, na Espanha. A droga foi apreendida durante viagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à cúpula do G20, em junho, no Japão. As informações foram reveladas pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (1º).

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Depois que Rodrigues foi preso, em dois meses, mais de 40 pessoas foram ouvidas pelos militares da Aeronáutica, entre elas o tenente-coronel Piovesan. Ele prestou dois depoimentos, a primeira vez como testemunha, mas a segunda, 28 dias depois, já como investigado.

A quebra de sigilo telefônico mostrou que Piovesan mantinha contato com a ex-mulher do sargento e que ele supostamente trazia coisas do exterior para serem vendidas no Brasil. Outro ponto que torna Piovesan suspeito é que, no dia da prisão de Rodrigues, o coronel se encontrou com a ex-mulher.

No primeiro depoimento, segundo a investigação, Piovesan mentiu ao negar ter relação além do trabalho com o sargento Rodrigues. Já no segundo depoimento, após ser alvo de busca e apreensão, que encontrou celulares, computadores e diversos itens importados em seu apartamento, Piovesan disse ser “tímido e esquecido”, por isso não respondeu de forma sincera no primeiro depoimento.

Ainda nesse depoimento, o coronel confirmou que já havia emprestado dinheiro e comprado mercadorias no exterior para o sargento e que apagou mensagens do colega no celular porque “ficou decepcionado” após a prisão dele. A investigação citou que todas as testemunhas confirmaram a relação próxima entre os dois, marcada por diversos privilégios concedidos do coronel ao sargento.

Pelo inquérito, Piovesan não participou do crime de tráfico, mas as informações de seu envolvimento com Rodrigues foram enviadas ao comando da Aeronáutica para eventual apuração.


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