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21 de agosto de 2019, 09h06

Tensão na Receita Federal aumenta depois de intervenções de Bolsonaro

Pressão do presidente para a substituição de nomes da instituição provocou a queda do subsecretário-geral do órgão, que se posicionava contra ingerências políticas

Marcos Cintra. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O clima na Receita Federal está cada vez mais tenso. Após pressão de Jair Bolsonaro, a cúpula do órgão, em uma atitude de resistência, resolveu permanecer nos cargos, apesar da substituição do segundo homem mais forte da instituição.

A pressão do presidente para a substituição de nomes da instituição provocou a queda de João Paulo Ramos Fachada, subsecretário-geral do órgão e que vinha se posicionando de forma contrária às ingerências políticas.

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A saída de seis subsecretários e três coordenadores gerais do órgão chegou a ser pensada, como forma de protesto diante das interferências de Bolsonaro. No entanto, a avaliação da equipe foi que isso apenas atenderia a quem pretende promover uma ampla troca de dirigentes da instituição.

A tensão na Receita Federal vem desde que Bolsonaro assumiu a presidência. Ele contesta ações de órgãos de controle para apurar irregularidades cometidas por seu núcleo familiar, incluindo o filho Flávio, alvo de investigações do Ministério Público do Rio.

“Perseguição”

Bolsonaro acusa auditores da Receita de perseguição a seus familiares, que, segundo ele, sofreram uma “devassa”.

Na semana passada, o presidente afirmou que Marcos Cintra, secretário especial da Receita, “por enquanto” continua no cargo.

Nos bastidores da instituição, Cintra é visto como quem aceita as ingerências do mundo político, com o objetivo de se se segurar no cargo.

Com informações da Folha de S.Paulo


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