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02 de setembro de 2019, 18h42

Um dia depois de Bolsonaro proibir queimadas, focos de incêndio dobraram

Decreto não surtiu o efeito esperado pelo presidente, que vem sendo acusado de complacência com a escalada de desmatamento na Amazônia

Bolsonaro e o incêndio na floresta amazônica - Foto: Montagem

No dia 29 de agosto, um dia depois do presidente Jair Bolsonaro publicar um decreto proibindo o “emprego de fogo” em todo o território nacional, o número de focos de incêndio dobrou com relação o dia anterior. Segundo o Greenpeace, o decreto, que seria revisto no final de semana, não causou efeito entre os promotores de queimadas.

Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) analisados pela Campanha da Amazônia do Greenpeace apontam que houve um crescimento de 107% no número de queimadas do dia 28 para o dia 29. Os 607 focos de calor registrados antes do decreto de Bolsonaro subiram para 1255.

O engenheiro agrônomo Danicley Aguiar, integrante da campanha, alerta que não é com decreto que se apaga fogo. “Não se apaga fogo com decreto. Ele é importante, mas tem de estar articulado com fiscalização. Na prática, o presidente não tem esse controle”, criticou Aguiar em entrevista ao jornalista Wanderley Preite Sobrinho, do Uol.

O Pará foi o estado mais afetado, com 587 focos de calor. Foi no Pará que fazendeiros seguidores de Bolsonaro articularam um “Dia do Fogo” como forma de apoiar o presidente. Os ruralistas eram todos da região de Altamira (PA), que foi o município mais afetado, pelas contas do Greenpeace, no dia 29, com 137 ocorrências.


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