Fórumcast #19
13 de agosto de 2019, 07h46

Usado por Bolsonaro para mostrar que não é racista, Paulo Quilombola dá golpe em nome do presidente

Paulo e sua mulher, Leocionara Silva dos Santos, teriam coletado dinheiro em uma cidade no interior de Minas Gerais em nome de Bolsonaro com a promessa de construir casas populares com verba do governo

Bolsonaro e Paulo Quilombola (Reprodução/Facebook)

O presidente da Federação das Comunidades Quilombolas e Populações Tradicionais do Pará, Paulo Oliveira, está sendo acusado por um vereador e por integrantes do Executivo de dar golpe usando o nome de Jair Bolsonaro, da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e de outros do governo.

Na época das eleições, Paulo era usado por Bolsonaro como escudo de questões raciais, sendo apresentado ao público e imprensa como seu amigo, em tentativa do então candidato de mostrar que não tinha preconceito com as populações tradicionais. O próprio Paulo fazia campanha, em nome da Federação das Comunidades Quilombolas, para que Bolsonaro fosse eleito.

Paulo e sua mulher, Leocionara Silva dos Santos, teriam coletado dinheiro em uma cidade no interior de Minas Gerais com a promessa de construir casas populares com verba do governo. A Polícia Federal e a Polícia Civil mineiras foram acionadas, depois de receberem denúncias de que o casal estaria arrecadando dinheiro irregularmente. Paulo e sua esposa negam a acusação.

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Em 2018, Paulo Quilombola ficou conhecido depois que Bolsonaro foi denunciado por racismo pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter dito que “o afrodescendente mais leve lá tinha sete arrobas”, referindo-se a uma comunidade quilombola. O caso foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro e, para amenizar a situação, Bolsonaro costumava apresentar Paulo como seu amigo em tentativa de provar que não era preconceituoso.

Assista ao vídeo em que Paulo Quilombola mostra apoio e pede voto ao então candidato Jair Bolsonaro:

 


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