Vice-procurador eleitoral se coloca contra cassação da chapa Bolsonaro e Mourão

Apesar de dizer que provas contra Bolsonaro e Mourão são "esquálidas", Renato Brill de Góes pediu a quebra de sigilo de Luciano Hang, o veio da Havan, e empresas que teriam patrocinado a propagação de fake news na campanha presidencial de 2018

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que se coloca contra a cassação da chapa Jair Bolsonaro (ex-PSL, atualmente Sem Partido) e Hamilton Mourão (PRTB).

Uma das quatro ações, movida pela coligação liderada por Ciro Gomes (PDT), pede a cassação por causa da propagação de fake news em redes sociais e grupos de whatsapp patrocinada de forma ilegal por empresários bolsonaristas, como Luciano Hang, o veio da Havan.

No parecer, Brill de Góes considera “esquálido” o conjunto de provas coletados até agora.

“Pelo conjunto probatório produzido nos autos, conclui-se pela não comprovação de eventual gravidade dos ilícitos narrados, de modo a macular a legitimidade e a normalidade das eleições, o que afasta o pedido de cassação do diploma”, diz o vice-procurador.

Segundo ele, não há ligação direta de Bolsonaro ou Mourão nos atos criminosos investigados pelo TSE. No entanto, ressalta “comportamento anormal” detectado pelo Whatsapp durante o mês de outubro de 2018.

“É absolutamente relevante o teor da informação prestada pela WhatsApp INC., que noticia a detecção de comportamento anormal, indicativo do envio automatizado de mensagens em massa por parte das empresas SMSMarket Soluções Inteligentes Ltda. e Yacows Desenvolvimento de Software Ltda., bem como da pessoa física de William Esteves Evangelista (sócio da SMS Market) – o que, inclusive, levou ao banimento dessas contas”. As empresas citadas atuaram na campanha de Bolsonaro.

Com base nessas informações, o vice-procurador pede a quebra de sigilo bancário e fiscal de Luciano Hang e das empresas que estão na mira do TSE no período crítico da última campanha presidencial – 1º de julho a 30 de novembro de 2018.

Juntada
Brill de Góes ainda pediu que todas as quatro ações tramitem em um mesmo inquérito. “É inequívoco que as referidas ações de investigação judicial eleitoral – porque propostas por partes diversas e sobre o mesmo fato – devem receber uma solução jurídica uniforme e coerente”, escreveu.

Dois desses processos – movidos pela campanha de Fernando Haddad – aguardam uma decisão sobre o compartilhamento de provas com o inquérito sigiloso das fake news, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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Renato Rovai
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