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17 de julho de 2019, 08h59

Weintraub vai propor fundo privado para bancar universidades federais em plano que será anunciado hoje

Ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub deve anunciar nesta quarta-feira (17) o plano "Future-se", que dará início ao sucateamento da estrutura pública para privatização das universidades federais

Foto: Andre Sousa/MEC

O ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub deve anunciar nesta quarta-feira (17) o plano “Future-se”, que dará início ao sucateamento da estrutura pública para privatização das universidades federais.

Entre as medidas, Weintraub vai propor que as instituições de ensino públicas sejam sustentadas por um fundo soberano de conhecimento privado, com recursos vindo inicialmente da venda e concessões de bens pertencentes ao patrimônio da União – como prédios e espaços das próprias universidades.

O fundo deve ser gerenciado em conjunto com o governo federal, que vai liberar verbas para as instituições que investirem no que considera gestão, governança, empreendedorismo, pesquisa, inovação e internacionalização.

Dessa forma, o governo Bolsonaro, em conjunto com a iniciativa privada, controlaria as verbas principalmente de projetos de pesquisas em pós-graduação, que é criticado pelo governo e bolsonaristas.

O plano também prevê a cobrança de mensalidades de cursos de pós-graduação.

Fim da Filsofia e Sociologia
O projeto vai ao encontro dos anseios de Bolsonaro, que em abril decretou o fim dos investimentos federais nas faculdades de Filosofia e Sociologia para “focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina”.

O próprio Weintraub chegou a sinalizar que os cursos da área de Humanas deixarão de ser financiados pela estrutura pública. “Pode estudar Filosofia? Pode. Com dinheiro próprio”, disse ele, em vídeo também no mês de abril.

Sucateamento e privatização
Antes de ser apresentado aos reitores das universidades, Weintraub levou o programa a um grupo de deputados da base aliada, já que a mudança envolve uma série de projetos de lei.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, entre as propostas estão projetos que buscam incentivar a procura de fontes alternativas de financiamento, como a possibilidade de uso integral dos recursos próprios, arrecadados por meio de parcerias com prefeituras, governos estaduais e empresas privadas.

Weintraub também quer que Organizações Sociais (OS) cuidem de serviços como limpeza e segurança. Nesse caso, as verbas não vão contar para efeito do teto constitucional de gastos públicos.


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