Bom Dia Brasil, da Globo, dá detalhes do “esquema de corrupção” da “organização criminosa” de Flávio Bolsonaro

Em extensa reportagem, jornal apresentado por Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo classifica Flávio Bolsonaro como "líder da organização criminosa" e mostra a relação do filho de Bolsonaro com "grupos de milicianos"

Em reportagem de quase 10 minutos de duração, o Bom Dia Brasil, da TV Globo, revela que teve acesso ao inquérito sigiloso do Ministério Público do Rio de Janeiro e detalha todo o “esquema de corrupção” comandado pelo senador Flávio Bolsonaro (ex-PSL-RJ), o “líder da organização criminosa.

“A TV Globo teve acesso ao pedido de medida cautelar de busca e apreensão e quebras dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de 33 pessoas físicas e jurídicas, todos assessores do senador Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. No documento, o Ministério Público detalha o suposto esquema de corrupção”, disse logo no início o apresentador Chico Pinheiro, dando o nome real ao que a mídia insiste em chamar de “rachadinha”, minimizando o termo corrupção.

A primeira parte da reportagem, feita pela jornalista Marina Amaral, revela a estrutura da organização criminosa, que segundo o MP-RJ tem seis núcleos, sendo o primeiro deles liderado pelo ex-PM Fabrício Queiroz e sua família.

O segundo grupo seria integrado pelo ex-policial do Bope, Adriano Magalhães, “acusado de integrar o grupo de milicianos conhecido como ‘escritório do crime’. O terceiro é composto pelos parentes de Bolsonaro.

Mostrando recortes do inquérito, a reportagem diz que “os elementos de provas dos autos permitem vislumbram a existência de uma organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade, formada desde o ano de 2007 por dezenas de servidores da Alerj”, sendo Flávio o “líder da organização criminosa”.

Milícia
Na segunda parte da reportagem, o Bom Dia Brasil destaca a relação de Flávio Bolsonaro com os milicianos, destacando conversas Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega com o ex-marido, Adriano. As conversas comprovam que Danielle sabia da origem ilegal do dinheiro e que era funcionária fantasma, empregada no gabinete de Flávio por indicação do miliciano.

Em uma reprodução de conversa de Whatsapp, a reportagem revela a preocupação de Queiroz com a ex-mulher do miliciano devido à proximidade das eleições de 2018. “Estão fazendo um pente fino nos funcionários e família deles”, diz o ex-assessor de Flávio sobre a exoneração de pessoas que atuavam como funcionários fantasmas nos gabinetes do clã Bolsonaro.

A reportagem afirma ainda que Flávio e a esposa, Fernanda Antunes Figueira usaram o “sócio” Alexandre Santini como “laranja” na loja de chocolates finos Kopenhagen para lavar dinheiro do esquema de corrupção.

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Assista à reportagem do Bom Dia Brasil na íntegra.

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