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15 de junho de 2018, 07h01

Braço direito de Temer, Marun admite receio com possibilidade de prisão do presidente

Secretário de Governo acredita que o presidente sofrerá "uma grande perseguição" por "enfrentar "o corporativismo

Reprodução/Facebook

Ex-braço direito de Eduardo Cunha, preso em Curitiba e atual ocupante da mesma função para o presidente Michel Temer, o secretário de Governo, Carlos Marun, admitiu o temor com a hipótese de prisão do chefe do Executivo a partir de 1º de janeiro de 2019. Marun acredita que o presidente sofrerá “uma grande perseguição” por “enfrentar “o corporativismo”.

As declarações foram concedidas ao jornalista Josias de Souza, do UOL. O articulador político do ex-presidente voltou a defender a Lei do Abuso de Autoridade, de autoria do senador Renan Calheiros, bombardeada pelo meio jurídico que entendeu a proposta como uma mordaça em meio as investigações da Lava Jato.

“Nós temos no Brasil duas categorias profissionais que não têm nenhuma responsabilidade sobre seus atos: juízes e promotores. Se você, como jornalista, me ofender eu posso processá-lo. Promotor, se erra não. Ele pode destruir a vida de alguém e não há punição. Juízes muitas vezes (agem) da mesma forma. Por isso eu defendo a lei do abuso da autoridade”, disse.

Marun criticou o que ele definiu como “império das prisões preventivas”. Ao insistir nas críticas à ação de juízes e promotores contra o presidente, afirmou que Temer será vítima de “perseguição” assim que o mandato chegar ao fim.

“Ele vai sofrer uma grande perseguição e eu tenho receio que o devido processo legal não seja respeitado. Eu acho que hoje em dia qualquer um pode ser preso, principalmente no império das prisões preventivas.O meu receio é que o devido processo legal não seja observado”, declarou. “Eu tenho receio que o devido processo legal em relação ao presidente Temer até pela disposição que ele teve de enfrentar o corporativismo o leve a algum constrangimento, completou o secretário de Governo”.

Nesta quinta-feira foi divulgado um relatório da Polícia Federal que citou o presidente Temer como autor de crime de obstrução de justiça no caso do encontro com o empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu. A Polícia Federal não tem dúvidas de que houve ali um encontro para manter silenciado o preso Eduardo Cunha. O presidente não pôde ser denunciado por ter o benefício do foro privilegiado.


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