sexta-feira, 18 set 2020
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Brasil monta força-tarefa para entrega de suposta “ajuda humanitária” à Venezuela

Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da presidência da República, anunciou, nesta terça-feira, 19, que o Brasil montará uma força-tarefa em Roraima, na fronteira com a Venezuela. O objetivo, segundo ele, é participar da entrega de “ajuda humanitária”, encaminhada pelo governo dos Estados Unidos, em coordenação com a oposição venezuelana, a partir de 23 de fevereiro.

A medida foi tomara após reunião na manhã desta terça, que reuniu, alé de Jair Bolsonaro, o vice-presidente general Hamilton Mourão; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli; os ministros da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Casa Covil, Onyx Lorenzoni; da Secretaria de Governo, general Santos Cruz; e do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno

Segundo Rêgo Barros, Roraima será um ponto de auxílio, ao lado de Cúcuta, na Colômbia. Ainda de acordo com o porta-voz, alimentos e remédios serão disponibilizados na capital, Boa Vista, e em Pacaraima, na fronteira com Santa Elena de Uairen, de acordo com informações do Estado de S.Paulo.

Já o terceiro ponto de entrega da suposta ajuda humanitária fica nas Antilhas Holandesas, que reúnem as ilhas de Aruba, Curaçao e Bonaire. Entretanto, mais cedo, a Marinha da Venezuela anunciou que fecharia a fronteira aérea e marítima com o arquipélago caribenho.

Compromisso

Vladimir Padrino, ministro da Defesa da Venezuela, voltou a declarar seu compromisso com o presidente legítimo Nicolás Maduro e prometeu proteger a fronteira de “ameaças à integridade territorial venezuelana”.

“A Força Armada permanecerá mobilizada e alerta ao longo das fronteiras (…) para evitar qualquer violação à integridade de seu território”, disse Padrino.

O governo de Cuba vem alertando desde o dia 13 de fevereiro que os Estados Unidos pretendem “fabricar um pretexto humanitário para iniciar uma agressão militar contra a Venezuela” e denunciou voos militares na região do Caribe como parte dos preparativos.

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Redação
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