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18 de fevereiro de 2020, 06h23

Bretas vai as redes sociais se defender e diz que agenda com Bolsonaro mostra harmonia entre poderes

O juiz federal esteve com o presidente na inauguração de uma obra no Rio no sábado (15) e, mais tarde, em um evento do pastor R.R. Soares

Foto: Reprodução/Divulgação

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato no estado, foi às redes sociais na noite desta segunda-feira (17) publicar uma “nota de esclarecimento” sobre sua proximidade com o presidente Jair Bolsonaro. O juiz tem mantido conversas privadas com Bolsonaro e participado até de inauguração de obra.

No Twitter, Bretas justificou sua presença em eventos a convite de Bolsonaro alegando que “a participação de autoridades do Poder Judiciário em eventos de igual natureza dos demais Poderes da República é muito comum, e expressa a harmonia entre esses Poderes de Estado, sem prejuízo da independência recíproca”.

No sábado (15), Bretas apareceu com Bolsonaro em duas situações. Ele esteve na inauguração da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói com a Linha Vermelha e depois em um vídeo cantando música entoada pelo missionário R.R Soares.

De acordo com o juiz, ele sempre professou “a Fé Cristã Evangélica” e foi “muito bem recebido pelo Pastor RR Soares, responsável pelo evento, com quem orei e entoei louvores ao nosso Deus”. No entanto, Bretas chegou ao local no carro oficial do próprio presidente e subiu em um palco para discursos ao lado de ministros, prefeitos e deputados, situação atípica para a função que exerce nos tribunais.

Como resposta, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta segunda-feira (17) acusando o juiz federal de participar de “atos de caráter político partidário, de superexposição e de autopromoção”.

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