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12 de fevereiro de 2020, 06h40

Briga com Macron faz Bolsonaro excluir França de evento do Conselho da Amazônia

Presidente disse que seu governo vai dar a "devida resposta" aos que criticam sua gestão do bioma

Foto: Montagem

O presidente Jair Bolsonaro não convidou a embaixada da França para a cerimônia de criação do Conselho da Amazônia. O ex-capitão assinou no fim da tarde desta terça-feira (11) o decreto que transfere o conselho do Ministério do Meio Ambiente para a Vice-Presidência e disse que o governo vai dar “a devida resposta” aos que criticam sua gestão da floresta.

“Tenho muita esperança de que possamos dar a devida resposta aos que nos criticam. No ano passado, um chefe de Estado ousou dizer que a soberania da Amazônia não era nossa, [que] era relativa. E outras autoridades falaram coisas semelhantes no passado”, disse Bolsonaro.

O país europeu se tornou um desafeto de Bolsonaro depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a política ambiental do brasileiro, além de sugerir que a Amazônia é um patrimônio a ser cuidado por todos os países.

Na época, Bolsonaro entendeu a fala de Macron como uma afronta à soberania do Brasil, noção também compartilhada pela cúpula militar brasileira, que acredita ser verdadeira “ameaça” para os próximos 20 anos uma guerra contra a França pela Amazônia.

A minuta sigilosa é chamada de Cenários da Defesa 2040 e resulta da opiniões de 500 entrevistados colhidas pelo Ministério da Defesa em 11 reuniões em comandos militares, organizadas pela Escola Superior de Guerra, no segundo semestre de 2019.

Conselho da Amazônia

Jair Bolsonaro anunciou no mês passado a criação do Conselho da Amazônia, projeto que terá caráter interministerial com ações de combate ao desmatamento no bioma. No entanto, plano com a mesma estrutura e objetivo operava no país desde 2004, mas foi descontinuado por Ricardo Salles no Ministério do Meio Ambiente.

Trata-se do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criado em 2004 e que estaria, hoje, em sua quarta fase. No entanto, assim que Salles assumiu a pasta do Meio Ambiente, extinguiu ao menos 23 colegiados do ministério, incluindo a secretaria responsável pelo projeto. Na época, especialistas denunciaram a atitude como um forte indício de descontinuidade do programa.

Com informações do Painel, da Folha de S. Paulo.


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