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13 de maio de 2019, 09h28

Cadê o Queiroz? Flávio Bolsonaro diz que não sabe: “Ele tem um CPF e eu tenho outro”

Flávio disse ainda que Queiroz tinha a confiança do pai, Jair Bolsonaro, e que ele ficava mais com o ex-assessor do que com a própria família. "Com certeza, ou não teria vindo trabalhar comigo. Ele convivia mais comigo. Mais de dez anos trabalhando comigo quase todo dia. Eu estava mais junto com o Queiroz algumas vezes do que com a minha família"

Flávio Bolsonaro com o ex-assessor Fabrício Queiroz - Foto: Reprodução

Em entrevista a Renata Agostini, divulgada na noite deste domingo (12) no site do jornal O Estado de S.Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) disse que desconhece o paradeiro de seu ex-assessor e homem de confiança no gabinete da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), suspeito de movimentação suspeita de recursos pelo Coaf.

“Como é que eu vou saber? Ele tem um CPF e eu tenho outro. A última vez que falei com Queiroz, foi quando ele teve cirurgia do câncer e liguei para saber se estava tudo bem. E nunca mais falei com ele. Não sei onde ele está, não tenho informação da família, não sei nada”, respondeu o filho de Jair Bolsonaro (PSL), ao ser indagado sobre onde está Queiroz.

Segundo Flávio, a demora de Queiroz em se explicar o “atrapalhou muito”. “Fui sendo fritado enquanto ele não falava nada”, afirmou.

O hoje senador disse que Queiroz tinha autonomia dentro de seu gabinete na Alerj para escolher pessoas – terceirizando a responsabilidade pela contratação de pessoas ligadas a milicianos.

“Ele que geria isso tudo. Talvez tenha sido meu erro confiar demais nele. Ele me pedia: ‘Poxa, dá para colocar minha filha para trabalhar?’. Meu gabinete sempre foi muito enxuto. Minha campanha sempre muito barata. Abria espaço no meu gabinete e eu, na confiança, dizia: ‘Pode colocar, monta isso aí, não tem problema’. Quem tem que cobrar agora explicações é o Ministério Público. Óbvio que cobrei também, mas ele não me deu as explicações precisas à época, me deu de forma genérica. Agora é o Ministério Público que tem de apurar.”

Flávio disse ainda que Queiroz tinha a confiança do pai, Jair Bolsonaro, e que ele ficava mais com o ex-assessor do que com a própria família. “Com certeza, ou não teria vindo trabalhar comigo. Ele convivia mais comigo. Mais de dez anos trabalhando comigo quase todo dia. Eu estava mais junto com o Queiroz algumas vezes do que com a minha família. A relação foi sendo construída, de confiança.”

Leia a entrevista na íntegra


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